Silêncio, por favor.
Esqueço de mim. Calo-me diante da minha inquietude e deixo cada pedaço de tristeza me esfaquear todos os dias. Falo diante da surdez. O mundo não vê a minha voz. Meu timbre silenciou. Minhas cordas derreteram. Queria voltar a escrever, mas a minha falsa felicidade me preenche. O mundo que crio se desfaz a cada questão que invento. Tudo poderia ser mais fácil se o mundo enxergasse a minha voz.
Eles não ouviram porque não quiseram ouvir. Eles estão surdos.
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